Fundação Cultural nega "gastança" e exibe notas


(Foto: Antônio Cruz)

A Presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, garantiu que as denúncias feitas por vereadores da oposição em Campos, sobre o gasto abusivo em shows do Verão da Família 2014, não têm fundamento. Segundo ela, a assessoria da Fundação apurou, através de notas fiscais e comparativos, que os valores pagos pela Prefeitura de Campos foram inferiores aos preços praticados por outros municípios, como Macaé e São João da Barra.

Durante as comparações, ela concluiu que, ao invés de pagar mais caro, a Prefeitura de Campos conseguiu economizar com a contratação, por exemplo, do cantor Thiaguinho. O pagodeiro recebeu R$ 219 mil pela apresentação na Praia do Farol de São Thomé, em Campos, no dia 22 de fevereiro deste ano, e R$ 292 mil pelo show que fez em Macaé 15 dias antes.

Patrícia apresentou a nota fiscal emitida pela Prefeitura de São Paulo, onde consta como prestador de serviço a empresa Fernando Fulaneto ME e como tomador de serviço a Fundação de Esporte e Turismo de Macaé (Fesportur). O documento discrimina despesa com pagamento de contratação de empresa especializada em produção de artistas musicais, para a realização do artista Thiaguinho. Foram pagos R$ 292.377,28. "Não restam dúvidas de que a intenção do grupo da oposição é denegrir a imagem do governo da prefeita Rosinha Garotinho e a minha gestão. Vamos ver se eles vão pedir desculpas publicamente, assim como tentam denegrir diariamente a minha imagem", disparou a presidente da Fundação.

Patrícia comparou também os valores praticados pela Prefeitura de Campos e a de São João da Barra (SJB). Ela destacou que todos os valores dos shows realizados em SJB foram publicados no Diário Oficial da Prefeitura de São João da Barra. Já os valores dos shows de Campos estão disponíveis no Portal da Transparência.

De acordo com ela, em 5 de agosto do ano passado, o cantor Michel Teló recebeu R$ 160 mil pela sua participação na Festa do Santíssimo Salvador, em Campos. Já em SJB, cinco meses depois, ele teria recebido R$ 250 mil para levar o mesmo show.

A contratação da banda de pagode Sorriso Maroto também custou mais barato aos cofres da Prefeitura de Campos, que desembolsou R$ 150 mil, enquanto São João teria pago R$ 186 mil. À cantora sertaneja Roberta Miranda, a Prefeitura de Campos pagou R$ 65 mil e a de São João da Barra R$ 88 mil. Já ao cantor gospel Fernandinho, a Prefeitura de Campos pagou R$ 70 mil e a de São João da Barra R$ 80 mil, segundo Patrícia.

Luan Santana: cenário de nova turnê 

O mesmo aconteceu na contratação do Padre Antônio Maria, que recebeu R$ 51 mil pelo show que fez em Campos e R$ 67 mil por sua apresentação em SJB. Com a banda gospel Adoração e Vida a situação foi semelhante: recebeu R$ 47 mil da Prefeitura de Campos e R$73 mil da Prefeitura de São João da Barra.

Outra denúncia feita dava conta que a Prefeitura de Campos gastou R$ 39 mil a mais que a Prefeitura de Macaé na contratação do cantor Luan Santana. A produção do cantor emitiu nota sobre a diferença de valores. "Com relação ao show do cantor Luan Santana realizado na cidade de Macaé (RJ), do dia 31/01/14, informamos a quem possa interessar que esta data pertencia à Gravadora do artista (Som Livre), onde a empresa L S Music cobraria o custo do respectivo show. Portanto, a LS Music desconhece o valor cobrado a título de cachê. Cabe ressaltar ainda que o show realizado em Campos no dia 09/03/14 foi com o cenário da nova turnê 2014 do artista (totalmente reformulado)".

Fonte: O Diário

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